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Quando os governos vão olhar para frente?, por Ateneia Feijó

Há muito tempo não se tinha um fim de semana com tanta diversidade de assuntos em rodas de conversa informal. Violência, estupro, vans, caos urbano, racismo, relacionamento homossexual e a nova lei das domésticas. Ainda em pauta, o último tema foi o mais frequente.

E por uma razão evidente: a partir da nova lei nada mais será como antes na classe média brasileira.

Milhões de crianças, adultos e idosos terão de se adaptar a um novo cotidiano. Assim como as empregadas, dignificadas e com a autoestima fortalecida, também. Brancas, pardas ou negras, elas vão precisar aprimorar sua qualificação profissional.

Tomara que a partir daí, com os devidos ajustes, algumas iniciativas públicas e privadas, a sociedade como um todo consiga avançar em seus costumes. Civilizar-se. Adquirir mais educação.

Foi muita opinião para apenas um fim de semana. Houve até quem levantasse outra polêmica, fechada há quase um ano. Qual? A decisão do STF pela constitucionalidade do sistema de cotas raciais. Pois bem, um comentário de passagem sobre essa questão superada me escandalizou.

Foi uma observação sobre o acerto da política cotista nas universidades brasileiras, destacando o “surpreendente” desempenho de universitários negros. Surpreendente por quê? O que tem a ver etnia com capacidade, disciplina, esforço?

As cotas e outras ações afirmativas se propõem a facilitar o acesso dos estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas às universidades federais. Supostamente, dar oportunidade de inclusão aos que têm menos recursos socioeconômicos, pois a competição com os alunos de escolas privadas seria assimétrica.

Portanto, o certo é dizer que o bom desempenho de estudantes negros deve ser festejado pelo mérito em si. Quem se dedica aos estudos deve ser sempre prestigiado. O brasileiro que opta por investir em sua educação deve ser sempre valorizado.

Qualificação profissional foi um dos temas da semana. Afinal, estádios não podem ser interditados toda hora, ônibus não podem cair do viaduto, estradas esburacadas não podem matar famílias, é preciso entender a urgência da ordem pública. E ordem aqui quer dizer organização, planejamento, racionalização do uso de recursos; poupar a natureza, salvar vidas.

A nova classe média, e a velha também, exige um redesenho das estruturas urbanas. Foram grandes os avanços recentes da sociedade brasileira. Porém, nada é estático. Os novos desafios já estão aí. Quando os governos vão olhar para frente?

Ateneia Feijó é jornalista

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