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Câmara aprova projeto e abre caminho para a construção de 139 casas em Ilha Solteira

Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

Sessão foi realizada nesta segunda

 

Apesar de divergências entre a base do Governo e a oposição, a Câmara de Ilha Solteira aprovou na noite desta segunda-feira (11), por unanimidade, projeto de autoria do prefeito Otávio Gomes, que permite a construção de mais 139 casas, através do programa “Minha Casa, Minha Vida”, em área anexa ao bairro “Morada do Sol”.

 

Com a aprovação, a Prefeitura negociará com a Caixa Econômica Federal, que financiará a construção das casas, os critérios para a seleção dos interessados. A expectativa é que as inscrições sejam abertas até junho.

Mesmo apoiando a proposta, vereadores divergiram em plenário. A oposição classificou o projeto como eleitoreiro (por ter sido lançado em ano de eleição) e o fato dos terrenos não serem doados (a legislação eleitoral impede). Já os governistas afirmaram que as casas não saíram antes, devido a denúncia que foi feita sobre a possibilidade da existência de gases na área onde os imóveis serão construídos. A Prefeitura gastou cerca de R$ 500 mil na análise e nada foi encontrado.

O processo de seleção será semelhante ao primeiro grupo que conseguiu casas no bairro. A diferença é que, agora, serão priorizados critérios sociais, para que o programa beneficie quem realmente é carente e precise de um imóvel. A expectativa é que os contemplados paguem uma prestação bem menor do que os que conseguiram os imóveis já construídos no Morada. Isso porque, agora, ele contemplará candidatos com renda de até R$ 1,8 mil.

A Prefeitura ainda não divulgou os critérios de seleção, mas deverão levar em conta, por exemplo, que o candidato more em Ilha Solteira, não possua imóveis em seu nome e renda familiar que se encaixe na faixa exigida pela Caixa. Os que passarem por esta etapa ainda passarão por uma avaliação econômica no banco. Somente depois é que o candidato terá o financiamento aprovado.


Divergências: Uso Eleitoral
O debate sobre o projeto foi dominado por acusações de uso eleitoral e de atraso na construção das casas devido a uma denúncia sobre a possível existência de gás metano na área onde as casas serão construídas, onde próximo existia um lixão.

O vereador Antônio Carlos da Silva, o Toninho (PT), disse que a projeto poderia ter sido enviado no ano passado, possibilitando a doação dos terrenos onde as casas serão construídas. “Faz o projeto em ano eleitoral e não pode doar”, disse Silva.

Toninho também disse que o projeto poderia ser adiado para 2021, já que os recursos dificilmente serão liberados pelo Governo Federal este ano, devido a pandemia de Coronavírus (COVID-19).

O vereador Dalmi Guedes Jr. (PL) disse que não é contra a proposta, pois sabe que os moradores, principalmente os mais pobres, esperam por condições para comprar uma casa. Mas também disse que a iniciativa é eleitoreira. “Porque não fez o ano passado? Falta seis meses para acabar o ano (e o Governo). Deixa para o ano que vem, doa os terrenos e deixa as parcelas mais baratas. Deem condições para que essas pessoas realmente tenham condições de pagar isso. Mas quer fazer de última hora, para ganhar voto”, afirmou Guedes.

O vereador Rodrigo Batista Gonçalves, o Kokim (PL), disse que se as casas fossem prioridades para o atual Governo, teriam enviado o projeto antes. E se tivessem pensando na população, doariam os terrenos. “É mais que um projeto eleitoreiro. É uma vergonha. Mas vamos aprovar, se não distorcem”, afirmou Kokim.


Divergências: Denúncia atrasou construção
Líder do Governo na Câmara, o vereador Alberto dos Santos, o Beto (PSB), disse que uma denúncia feita pelo vereador Toninho, sobre a necessidade de medições na área onde as casas seriam construídas, para verificar a existência de gás metano (já que próximo ao local existia um lixão), atrasou a construção das novas casas. “ Talvez ele quisesse que atrasasse mais quatro ou cinco anos para sair estas casas. Mas estamos trabalhando para sair este ano. E quem assumir o ano que vem, dará continuidade ao trabalho que foi iniciado e conseguir mais casas. Trabalhar para trazer verba para o Município. O povo precisa de moradia”, disse Santos.

O vereador Ricardo Casagrande (PSB) também citou a denúncia, ao afirmar que não concorda que o projeto é eleitoreiro. “Não vejo desta forma. E para desmentir isso, seria muito fácil, muito transparente. Houve essa denúncia e, através dela, é que todo este projeto, todo este programa, acabou sendo paralisado por alguns anos, até se chegar à conclusão de que não havia risco para as pessoas que lá residem. Se nós não tivéssemos tido essa denúncia, esse programa já estaria completo com os três blocos (os dois prontos e o que sairá agora)”, disse Casagrande.

Ricardo afirmou que o projeto sai este ano, porque quem precisa de uma casa não aguenta mais esperar. “Foi uma luta muito grande, por parte do prefeito, para chegar até aqui. Respeito as opiniões contrárias, mas não vejo a questão eleitoreira. Vejo, sim, a preocupação, o quanto antes, de poder entregar essas casas para as famílias que precisam”, afirmou Casagrande.


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