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Calor extremo e baixa umidade aumentam os riscos de hipertermia, inclusive em animais

Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

 

O calor extremo que vem sendo registrado em Ilha Solteira dede sábado (18), aliado à baixa umidade do ar, aumentam os riscos de hipertermia, que podem levar à morte. O risco é o mesmo para os animais.

 

A hipertermia, que é a elevação da temperatura do corpo, ocorre quando o organismo produz ou absorve mais calor do que consegue dissipar. Uma das causas mais comuns de incluem exposição ao calor excessivo, como o que vem sendo registrado em Ilha Solteira. A combinação de calor e umidade sobrecarrega os mecanismos de regulação de calor.

Num estágio inicial a hipertermia causa transpiração intensa, respiração rápida e pulso fraco e rápido; mas se a doença progredir pode haver secura da pele e dilatação dos vasos sanguíneos, numa tentativa de aumentar a perda de calor. Outros sinais incluem desidratação intensa, náuseas, vômitos, dores de cabeça e pressão arterial baixa, desmaios ou tonturas. Eventualmente, pode ocorrer falência dos órgãos, inconsciência e morte.

Temperaturas acima de 40° C (do corpo humano) devem ser consideradas uma emergência médica e geralmente exigem hospitalização. Em um hospital, serão adotadas medidas agressivas de refrigeração, hidratação intravenosa, lavagem gástrica com soro fisiológico gelado e até mesmo hemodiálise para arrefecer o sangue.

A evaporação do suor é a maneira natural de proteger-se da hipertermia. As pessoas devem usar roupas leves ou, em alguns casos, deixar de usá-las. Em casos de esforço físico deve-se manter o ambiente refrigerado.


Animais - a hipertermia em cães se torna uma questão bastante preocupante para quem tem um pet como parte da família. Causada pelo aumento extremo da temperatura corporal do animal, a hipertermia pode, além de causar muito desconforto, chegar a levar o animal à morte, em alguns casos mais graves.

Tendo em vista que a temperatura normal dos cachorros é, naturalmente, mais alta que a dos humanos (girando em torno de 39°C), é acima dos 40,5°C que a ocorrência já pode ser considerada como uma hipertermia em cães – exigindo a visita a um veterinário para evitar que complicações maiores possam surgir.

Assim como no caso de muitas doenças, há algumas raças que são mais propensas a ter hipertermia, e as caracterizadas por focinhos mais curtos e porte grande fazem parte do grupo que corre mais riscos de se deparar com a situação.

Nem mesmo a hidratação constante do animal pode evitar o problema, pois, infelizmente, mesmo tendo muita água à sua disposição, o fato de bebê-la não tem a capacidade de influir na diminuição da temperatura interna do pet.

A exposição dos animais ao sol e a temperaturas muito altas é a principal causa para a hipertermia em cães. No entanto, fatores como obesidade, idade avançada e o excesso de exercícios físicos (principalmente, em climas quentes e úmidos) também podem desencadear o problema. Estes casos citados excluem a hipertermia causada por alguma doença mais conhecida como febre.

Além disso, algumas situações tidas como cotidianas também podem acabar influindo no surgimento deste quadro. Deixar um cão dentro do carro enquanto realiza alguma tarefa, por exemplo, é uma das situações mais favoráveis para o aparecimento da hipertermia – já que, em um período bem curto de tempo, a temperatura de um carro estacionado no sol pode aumentar absurdamente.

Mesmo com vidros ligeiramente abertos, se o cão estiver preso neste espaço, há grandes chances de que a temperatura do seu corpo aumente na mesma proporção que a do veículo – podendo levar o pet ao óbito em poucos minutos.

Embora dar um banho de água fria possa parecer uma boa ideia para baixar a temperatura do corpo de um pet com hipertermia, essa ação é completamente contra-indicada; já que o animal pode ter um choque térmico com essa mudança tão brusca de temperatura. O indicado é que, ao perceber uma temperatura exagerada no seu pet, ele seja removido dessa situação que provoca tanto calor – e enrolado em uma toalha molhada com água fria, para que a sua temperatura possa diminuir de maneira gradual.

Usar algum tipo de spray com água gelada também pode ser uma boa ideia para tentar reverter a situação em casa, lembrando que dar água e manter o animal hidratado também é necessário nesse período.

No entanto, esse tipo de providência pode não fazer diferença nos cães em que a temperatura já ultrapassou os 41°C e, portanto, a melhor pedida para tratar do seu cão com hipertermia é se dirigir à clínica veterinária mais próxima de sua casa, para que um profissional possa avaliá-lo e administrar o tratamento necessário.


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