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Arraias são encontradas na Praia Catarina; Animal é venenoso e pode atacar banhistas

Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

 

Um mergulhador, por meio de um vídeo postado nas redes sociais e aplicativos de mensagens, alerta para a existência de arraias na Praia Catarina, em Ilha Solteira. Elas são venenosas e a ferroada pode provocar dor extrema.

 

No vídeo, que pode ser assistido clicando aqui, ele afirma que viu quatro arraias ao mergulhar na Praia Catarina, que fica à montante da usina de Ilha Solteira. Ele fisgou uma para mostrar, em vídeo feito na Praia Catarina.

À jusante da usina hidrelétrica, sentido porto, a presença de arraias ao longo do rio é comum. Mas ainda são raros os registros do “lado de cá”, onde estão localizadas as praias.


Ataques
Na região já foram registrados vários casos de ataques de arraias. Mas, em Ilha Solteira, por enquanto, nenhuma ocorrência.

As arraias atacam para se defender e as ferroadas são feitas com um aguilhão, que parece um espinho, que fica perto da cauda do peixe. A orientação é que, a partir do momento que a pessoa leva a ferroada, lave o máximo que puder e comprimir o local para sair o veneno e, em seguida, emergir dentro de água quente para neutralizar o veneno.


Invasão
Através da Bacia Paraná-Paraguai, arraias estão invadindo o reservatório da usina hidrelétrica de Ilha Solteira. As arraias chegaram à bacia há mais de 30 anos, com a inundação de uma imensa área no Estado do Paraná para abastecer a maior usina hidrelétrica do mundo – Itaipu. As famosas Sete Quedas de Guaíra, que submergiram em outubro de 1982, serviam como uma barreira que impedia que as arraias, comuns no baixo e médio Paraná, subissem para o alto rio. Com o lago criado, esses peixes parentes dos tubarões encontraram um novo caminho e rapidamente colonizaram uma região que até então desconhecia sua existência.

Depois que as arraias ganharam um mundo novo para colonizar com a submersão das Sete Quedas, elas contaram com a ajuda de outras interferências humanas para chegar tão longe rio acima.

Usinas construídas ao longo da bacia do Paraná, como a de Porto Primavera (em Rosana/SP) e a de Jupiá, (em Castilho/SP) facilitaram o trânsito dos peixes através das eclusas construídas para possibilitar o transporte hidroviário. Quando navios e barcos transpõem os desníveis dos rios, as arraias acabam aproveitando a carona. A navegação pelo Tietê também funciona do mesmo modo, o que pode permitir que as arraias entrem cada vez mais para o centro do Estado de São Paulo, onde há muitas praias.

Ilha Solteira poderia ser considerada o “fim da linha” para as arraias, já que a usina não possui eclusa. Mas pesquisadores afirma que há uma brecha. As turbinas ligadas sugam os animais que estão no rio, então, de tempos em tempos, os funcionários “salvam” os que ficaram presos nelas. Pode ocorrer de alguém jogar uma arraia ou outra para cima, em vez de para baixo, favorecendo a transposição da barragem”, disse o biólogo Domingos Garrone Neto, em entrevista à Revista Unesp Ciência.


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