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Na Câmara, professores e alunos cobram criação de “rede de proteção” para a UNESP de Ilha Solteira

Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

 

Professores e alunos da UNESP de Ilha Solteira estiveram na Câmara na noite desta segunda-feira (25), onde cobraram a criação de uma “rede de proteção” para a unidade ilhense, que teve 160 vagas cortadas com o fim do vestibular. A tribuna do legislativo foi usada e alunos exibiram na sessão diversos cartazes.

 

Com o agravamento da crise financeira, a UNESP decidiu suspender o vestibular de meio de ano, após 18 edições. Segundo a reitoria, houve prejuízo de R$ 1 milhão nos últimos cinco anos com a prova e a baixa oferta de vagas não justifica o processo seletivo extra. A decisão impacta diretamente no número de alunos da unidade ilhense, que oferecia a maioria das vagas do chamado “vestibular de inverno”.

Na tribuna, o professor Emanuel Rocha Woisky, do Departamento de Engenharia Mecânica e integrante da ADUNESP, disse que estava na Câmara para pedir apoio, para que a população e os vereadores entendam o problema que a UNESP está passando. “Estamos defendendo a UNESP de Ilha Solteira, seus cursos de licenciatura e todas as vagas, inclusive as vagas de meio de ano. Por isso precisamos do apoio de todos. Precisamos criar uma rede de proteção para a UNESP de Ilha Solteira, com a participação de forças políticas. O apoio dos políticos é extremamente importante. O apoio dos munícipes, o apoio da Associação Comercial é extremamente importante”, disse Woisky.

O professor afirmou que Ilha Solteira depende profundamente da UNESP, não apenas pelos projetos de extensão, pelas pesquisas e convênios, mas, também, diretamente e economicamente, pela permanência dos estudantes dentro do Município. “Hoje, posso dizer sem medo, que não existe Ilha Solteira sem a UNESP. Simplesmente Ilha Solteira deixa de existir”, afirmou Woisky.

Ele também disse que, apesar da promessa, não há como garantir que as vagas que eram oferecidas no vestibular de meio de ano serão mantidas de outra forma. “Como manteremos as vagas no meio de ano? Não existe nenhuma garantia disso. Em princípio, essas vagas serão extintas. Elas poderiam ser oferecidas no vestibular de final de ano, mas não conseguiríamos iniciar o ano com 80 vagas”, disse Woisky.

O professor também disse que, após o fim do vestibular de meio de ano e a extinção das 160 vagas, o próximo passo poderia ser o fechamento dos cursos de licenciatura (Biologia, Física e Matemática), que possuem baixa procura. “O fechamento dessas licenciaturas teria um enorme impacto não só em Ilha Solteira, mas na região. Pois, essas licenciaturas tem um enorme impacto social, na formação e professores de qualidade para o ensino público”, finalizou Woisky.


Câmara – A Câmara aprovou uma Moção de Apoio à UNESP, que será enviada para deputados, reitoria da universidade e integrantes do Governo do Estado. Também foi sugerida a criação de um grupo, para mobilização da comunidade e lideranças, que possa trabalhar para reversão da decisão da reitoria.

 


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