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Ilha confirma primeiro caso de varíola dos macacos; Paciente está isolado

Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

 

A Secretaria Municipal de Saúde confirmou que foi registrado o primeiro caso de varíola de macacos (Monkeypox) em Ilha Solteira. O paciente, um homem de 33 anos, está isolado em sua residência.

 

A informação é que o homem viajou para a cidade de São José do Rio Preto, onde teve contato com outra pessoa que testou positivo para a doença. Apesar de infectado, ele está bem.

Ainda de acordo com a Secretaria de Saúde, o paciente deve permanecer em isolamento por 21 dias. O isolamento não se estende aos familiares, que podem deixar a residência para os afazeres diários. Mas o contato deve ser o estritamente necessário. Parentes só serão isolados se também apresentarem sintomas.

De acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, o Brasil tem 3.184 casos confirmados e 4.101 suspeitos. No estado de São Paulo são 2.158 confirmados e 1.395 suspeitos.

Até o momento, no Brasil foi registrada uma morte por varíola dos macacos no estado de Minas Gerais.


O que é?
A Monkeypox (MPX), varíola dos macacos ou varíola símia é uma doença causada pelo Monkeypox vírus, do gênero Orthopoxvirus e família Poxviridae. Trata-se de uma doença zoonótica viral, em que sua transmissão para humanos pode ocorrer por meio do contato com:
animal silvestre (roedores) infectado, pessoa infectada pelo vírus monkeypox e materiais contaminados com o vírus.


Sinais e sintomas
Os sinais e sintomas, em geral, incluem:
Erupções cutânea ou lesões de pele
Adenomegalia – Linfonodos inchados (ínguas)
Febre
Dores no corpo
Dor de cabeça
Calafrio
Fraqueza


O intervalo de tempo entre o primeiro contato com o vírus até o início dos sinais e sintomas da Monkeypox (período de incubação) é tipicamente de 3 a 16 dias, mas pode chegar a 21 dias.

 

Diagnóstico
O diagnóstico da Monkeypox é realizado de forma laboratorial, por teste molecular ou sequenciamento genético. O teste para diagnóstico laboratorial será realizado em todos os pacientes com suspeita da doença.

A amostra a ser analisada será coletada, preferencialmente, da secreção das lesões. Quando as lesões já estão secas, o material encaminhado são as crostas das lesões. As amostras estão sendo direcionadas para os laboratórios de referência no Brasil.


Estou doente, o que fazer?
Se você achar que tem sintomas compatíveis de Monkeypox, procure uma unidade de saúde para avaliação e informe se você teve contato próximo com alguém com suspeita ou confirmação da doença.

Se possível, isole-se e evite contato próximo com outras pessoas. Higienize as mãos regularmente e siga as orientações para proteger outras pessoas da infecção.


Transmissão
A principal forma de transmissão da Monkeypox ocorre por meio do contato direto pessoa a pessoa (pele, secreções) e exposição próxima e prolongada com gotículas e outras secreções respiratórias.

Ocorre, principalmente, por meio do contato direto pessoa a pessoa com as erupções e lesões na pele, fluidos corporais (tais como pus, sangue das lesões) de uma pessoa infectada.

Úlceras, lesões ou feridas na boca também podem ser infectantes, o que significa que o vírus pode ser transmitido por meio da saliva.

A infecção também pode ocorrer no contato com objetos recentemente contaminados, como roupas, toalhas, roupas de cama, ou objetos como utensílios e pratos, que foram contaminados com o vírus pelo contato com uma pessoa doente.

Já a transmissão por meio de gotículas, normalmente, requer contato próximo prolongado entre o paciente infectado e outras pessoas, o que torna trabalhadores da saúde, familiares e parceiros íntimos, pessoas com maior risco de infecção.

Uma pessoa pode transmitir a doença desde o momento em que os sintomas começam até a erupção ter cicatrizado completamente e uma nova camada de pele se formar. A doença geralmente evolui para quadros leves e moderados e pode durar de 2 a 4 semanas.


Prevenção
A principal forma de proteção contra a Monkeypox é a prevenção. Assim, aconselha-se a evitar o contato direto com pessoas com suspeita ou confirmação da doença.

E no caso da necessidade de contato (por exemplo: cuidadores, profissionais da saúde, familiares próximos e parceiros, etc.) utilizar luvas, máscaras, avental e óculos de proteção.

Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas, lençóis, escovas de dente, talheres, até o término do período de transmissão.

Lave regularmente as mãos com água e sabão ou utilize álcool em gel, principalmente após o contato com a pessoa infectada, suas roupas, lençóis, toalhas e outros itens ou superfícies que possam ter entrado em contato com as erupções e lesões da pele ou secreções respiratórias (por exemplo, utensílios, pratos).

Lave as roupas de cama, roupas, toalhas, lençóis, talheres e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas e descartar os resíduos contaminados (por exemplo, curativos) de forma adequada.

Todas as pessoas com sintomas compatíveis de monkeypox devem procurar uma unidade básica de saúde imediatamente e adotar as medidas de prevenção.


Tratamento
Ainda não há medicamento específico e aprovado para o tratamento da monkeypox no Brasil. Hoje o tratamento da monkeypox no país é baseado em medidas de suporte com o objetivo de aliviar sintomas, prevenir e tratar complicações e evitar sequelas.


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