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Ilha faz nova ofensiva para aumentar cobertura de crianças contra polio e sarampo

Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

 

Ilha Solteira faz uma nova ofensiva neste sábado (18), com mais um “Dia D” de vacinação contra a poliomielite e o sarampo. O objetivo é ampliar a cobertura de crianças com idade entre 1 e 5 anos incompletos.

 

De acordo com balanço divulgado pela Vigilância Sanitária, já foram vacinadas em Ilha Solteira 577 crianças, 54,33% das 1062 que devem ser imunizadas. O número ainda está bem abaixo dos 95% previstos, mas acima dos 40% que vem sendo registrados em todo o Estado.

Neste sábado, a vacinação acontece das 08h00 às 17h00, em todas as unidades de saúde e da saúde da família de Ilha Solteira e em frente ao prédio da Prefeitura. Para participar, basta que os pais levem seus filhos até esses locais, de preferência munidos da carteira de vacinação, para que recebam as vacinas.

As vacinas continuarão a ser aplicadas até o próximo dia 31, em todas as unidades de saúde, em horário comercial (07h30 às 12h00 e das 13h30 às 17h00).


Risco para a população - Embora o Brasil esteja livre da poliomielite desde 1990, graças aos esforços das campanhas de vacinação iniciadas na década de 1980, a doença permanece endêmica em três países: Afeganistão, Nigéria e Paquistão. Por isso, o risco de reintrodução do vírus, que é uma realidade por conta da grande circulação de pessoas em viagens internacionais e relações comerciais, se torna ainda maior quando diminuem as coberturas vacinais.

Quanto ao sarampo, o Brasil adotou a meta de eliminação da doença para o ano 2000, com o Plano Nacional, cujo marco inicial foi a realização da primeira campanha nacional de vacinação em 1995, que levou a uma redução de mais de 80% das notificações da doença. No entanto, em 1997 uma importante epidemia se estendeu por diferentes estados brasileiros, com mais de 53 mil casos confirmados, sendo a maioria deles no Estado de São Paulo.

Entre 2016 e 2017, não foi registrado nenhum caso da doença no Brasil. Porém, atualmente, o país enfrenta novos surtos de sarampo nos estados de Roraima e Amazonas. Internacionalmente, desde julho de 2017, um aumento expressivo de ocorrências da doença assola a Venezuela, que está passando por uma situação sociopolítica e econômica conturbada, o que ocasionou intenso movimento migratório, fator que também contribuiu para a propagação do vírus para outras áreas geográficas, incluindo o Brasil.

Por conta da proximidade territorial com o país vizinho, Roraima registrou 397 casos suspeitos de sarampo entre fevereiro e maio deste ano, dos quais 50 foram descartados, 172 confirmados e 175 estão sob investigação. No Amazonas, situação é ainda pior com a notificação de 905 casos no mesmo período. Destes 142 foram confirmados, 85 descartados e 678 permanecem em investigação. Todos os casos confirmados no Brasil são do genótipo D8, o mesmo que está em circulação em Roraima e na Venezuela.


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