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Em operação gigante contra tráfico e facção criminosa, 40 são presos

Ilhadenoticias.com
Com informações da Polícia Militar e GAECO

Operação contou com a participação de 140 policiais 


A maior operação policial já realizada em Ilha Solteira, coordenada pela Polícia Militar e o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e com ações também nos Municípios de Pereira Barreto, Castilho e Três Lagoas/MS, resultou na prisão de quarenta pessoas, a maioria na cidade. O objetivo foi o combate ao tráfico de drogas, principalmente o comandado por integrantes de uma facção criminosa. Pelos menos 140 policiais participaram.

 

A operação, batizada de “Operação Ilha”, teve início há cerca de oito meses, depois que a Polícia Militar acionou o Ministério Público, através do GAECO, do aumento de crimes em Ilha Solteira e região, envolvendo o crime organizado. A investigação já tinha levado a prisão de quatorze pessoas, culminando com a operação desta terça-feira, onde mais vinte e seis foram detidos.

De acordo com o promotor do GAECO, Marcelo Sorentino, durante a investigação, foi possível mapear a atuação dos integrantes da organização criminosa, na região de Ilha Solteira. “O objetivo maior da operação foi combater a facção criminosa. O fato de Ilha Solteira e Pereira Barreto serem uma cidade pequena, não as livra de ter criminosos que são membros ativos, integrantes dessa facção”, explicou Sorentino.

O promotor disse que a atuação da facção, na região de Ilha Solteira, está diretamente ligado ao tráfico de drogas. “É um tráfico de entorpecente constante, como forma de arrecadação de dinheiro”. Mas ressalta que há uma preocupação com a busca de novos integrantes. “Eles se preocupam, também, em arregimentar o maior número possível de membros para a organização criminosa. Isso é o que temos identificado nas investigações”.

O tenente coronel Fábio Renato Basílio, da Polícia Militar, reforça a afirmação, atribuindo a presença da facção em Ilha Solteira, à tentativa da organização de expandir sua área de atuação. “Eles procuram crescer e as cidades pequenas são alvos potenciais. Por isso a importância desse trabalho da Polícia Militar, junto com o GAECO, que busca minar a atuação dessa facção, mostrando que aqui se impera a lei e a ordem”, afirmou Basílio.


Facção em Ilha- Marcelo Sorentino destaca que a facção estava com uma célula em Ilha Solteira, com uma intensão clara de expansão, com contatos em Pereira Barreto, Castilho e Três Lagoas. “O objetivo era expandir seus integrantes e suas atividades criminosas. E quando fazemos uma investigação e uma operação, com um resultado desse porte, isso é freado. Não sei por quanto tempo, mas damos um basta. E continuamos atentos. Nunca fazemos uma operação achando que o problema está resolvido e que não precisamos voltar os olhos para ele. A vigilância é constante, caso contrário, não conseguimos atacar o problema com a devida efetividade”, afirmou o promotor.

A maioria dos presos já tinha passagem pela polícia. Alguns inclusive, presos e condenados após operação do GAECO realizada em Ilha Solteira em 2011. Neste terça, todos tiveram a prisão temporária de trinta dias decretada pela Justiça local.

Além das prisões, foram apreendidas duas armas de fogo, 120g de maconha e R$ 1,5 mil em dinheiro. Mas um balanço final das apreensões ainda será divulgado.

Tenente coronel Fabio Renato Basílio (Polícia Militar), promotor Marcelo Sorentino (GAECO) e major Marcelo Severino (Polícia Militar), responsáveis pela operação

Helicóptero também foi utilizado


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