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Após pagar fiança, homem que teria ajudado em fuga de assassino é solto

Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

O delegado Miguel Rocha disse que ele confirmou que transportou o acusado, mas desconhece onde ele estaria escondido e que não sabia que ele havia cometido um assassinato

 

O primo de J. G., de 27 anos, que matou sua ex-namorada, a universitária Maria Julia Martins Quintino da Silva, no início da tarde desta segunda-feira (9), na viela de 400 do Passeio Batalha, foi solto na tarde desta terça-feira (10). Ele estava preso desde a noite de ontem (9), acusado de ajudar na fuga do assassino.

 

De acordo com a Polícia Civil, depois de ter matado a universitária, o acusado foi até o assentamento “Estrela da Ilha”, onde mora. Lá, ele teria sido pego por esse primo e levado até a Fazenda Lagoinha, onde parentes trabalham, e desaparecido. “Ele foi preso por participação no homicídio. Qual foi a participação dele? Ele ajudou o acusado na fuga”, disse o delegado Miguel Rocha.

Mas nesta terça-feira, durante a audiência de custódia, a Justiça entendeu ser um crime de favorecimento pessoal e determinou a liberdade dele a partir do pagamento de fiança, estipulada em um salário mínimo. Ele pagou e já foi solto.

O delegado também disse que ele confirmou que transportou o acusado, mas desconhece onde ele estaria escondido e que não sabia que ele havia cometido um assassinato.


O crime - A universitária Maria Júlia Quintino da Silva, de 17 anos, ingressante no curso de zootecnia, da UNESP de Ilha Solteira, foi morta à facadas no início da tarde desta segunda-feira. Ela era de General Salgado. A suspeita é de crime passional, praticado pelo ex-namorado, que continua sendo procurado pela Polícia.

Segundo apurou o ilhadenoticias, o suspeito esperou a universitária na esquina entre a viela de 400 do Passeio Batalha e o Passeio Colinas, onde a atacou com uma faca. Ele deu vários golpes na estudante, atingindo, principalmente, sua costa e pescoço. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O suspeito, que é de Ilha Solteira e residia no assentamento Estrela da Ilha, teria tido um relacionamento de três anos com a vítima, encerrado há alguns meses.

O acusado também teria deixado um cartão junto ao corpo, mas o conteúdo não foi divulgado pela Polícia.


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