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Ex-namorado acusado de matar universitária é preso; Ele teria alegado ciúmes como motivo

Douglas Cossi Fagundes
Da Redação

 

A Polícia Militar prendeu na manhã desta quarta-feira (11), em Pereira Barreto, Jean Gomes, de 27 anos, acusado de matar a universitária Maria Julia Martins Quintino da Silva, que foi assassinada no início da tarde desta segunda-feira (9), na viela de 400 do Passeio Batalha.

De acordo com a Polícia Militar, Jean foi preso na manhã desta quarta-feira, depois que a PM recebeu a informação de que um homem, com as mesmas características do assassino da universitária, estaria transitando próximo a um dos trevos de acesso à cidade de Pereira Barreto. “Imediatamente enviamos uma viatura até o local e encontramos Jean, que não resistiu a prisão e confessou ser o autor do homicídio”, disse o tenente Daniel Henrique, da Polícia Militar de Ilha Solteira.

Ainda de acordo com o tenente, ao ser questionando sobre os motivos que o levaram a matar a universitária, ele afirmou que a teria matado por ciúmes. “Ele agiu por violenta emoção. Ele não teria entendido o motivo do fim do relacionamento e teria citado a participação da estudante em uma festa universitária. Ele deu ênfase que a motivação foi o ciúmes”, afirmou o Tenente.

Até a prisão nesta terça-feira, Jean teria transitado por uma área de mata, a partir da Fazenda Lagoinha, onde foi deixado por um primo, logo após o assassinato. “Questionamos se ele estaria tentando pegar carona para fugir, mas ele disse que estava apenas transitando. Ele disse que ficou na mata desde segunda, sem comer e beber nada”, explicou o tenente.

 

O crime - A jovem foi morta à facadas pelo ex-namorado, a poucos metros do Campus II da UNESP, onde funciona a Zootecnia.

Segundo apurou o ilhadenoticias, o suspeito esperou a universitária na esquina entre a viela de 400 do Passeio Batalha e o Passeio Colinas, onde a atacou com uma faca. Ele deu vários golpes na estudante, atingindo, principalmente, sua costa e pescoço. Ela não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O suspeito, que é de Ilha Solteira e residia no assentamento Estrela da Ilha, teria tido um relacionamento de três anos com a vítima, encerrado há alguns meses.

O acusado também teria deixado um cartão junto ao corpo, mas o conteúdo não foi divulgado pela Polícia.

 

Alerta - O tenente Daniel Henrique disse que a população pode confiar no trabalho das Polícias Civil e Militar e na Guarda Municipal, afirmando que o crime da última segunda-feira foi um caso isolado, motivado por violenta emoção. “O crime passional, como foi o caso, é motivado por violenta emoção. É de difícil constatação. O acusado, por exemplo, antes, não tinha histórico policial”, disse o tenente.

O tenente reforça que caso alguma mulher esteja passando por algum tipo de violência, seja física ou emocional, que procure ajuda e peça proteção. “Isso pode até não evitar o crime, mas ajuda o trabalho da Polícia Militar”, finalizou o tenente.

 

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